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SHEMA ISRAEL, ADONAI ELOHENU, ADONAI ECHAD! DEUT 6:4

 

LÚACH

CALENDÁRIO JUDAICO

By www.shalombr.com

Não há outro grupo de homens cujo ritmo de vida se caracterize tanto pelo curso do ano, pelas estações e efemeridades, como a comunidade judaica. Alegria e pesar, exaltação e serenidade, trabalho e descanso - tudo tem sua hora, sua ocasião. As forças psíquicas e físicas do judeu tradicionalista são reguladas pelos marcos do calendário, que, em cada ano, se repetem em sua variedade, sua igualdade e seus contrastes como diz o Rebe Yehuda Haleví : "Até as menores unidades de tempo tem seus momentos culminantes, a saber: para as horas do dia, as três orações; para a semana, o Sábado; para o mês, a lua nova; para as estações, as três festas de peregrinação; e, sobre todas as festas, o Yom Kipur, dia do perdão".
Com muita razão se disse que o catecismo do judeu é dado pelo seu calendário.

 

O ANO JUDAICO

O primeiro traço distintivo com que deparamos, analisando o calendário hebraico, é sua origem, ao mesmo tempo solar e lunar. De fato, o ano é solar; os meses são lunares. A duração do ano está determinada pelo tempo de revolução da terra ao redor do sol, ou seja 365 dias e um quarto.
O ano judaico compreende também doze meses; mas, visto seres lunares e somarem, portanto, ao todo, 354 dias e meio, aparece um diferença de 11 dias entre a extensão do ano solar e a do lunar. Para acertar o equilíbrio entre ambos, recorre-se ao ano de 13 meses (ibur-yór, ano de ibur; ibur = passagem, mudança), entremeado nos anos comuns. A proporção é de 7 anos de ibur para um ciclo de 19 anos comuns, ao cabo dos quais a diferença é atalhada.

 

OS MESES

Conforme se disse, o mês judaico é lunar: sua duração é determinada pelo tempo que leva a lua em fazer sua revolução ao redor da terra, isto é, 29 dias e meio. Como era preciso dar ao mês uma duração mais definida, por motivos práticos, facilmente explicáveis, atribuiu-se 29 dias e alguns 30 a outros. Deste modo, há no ano judaico cinco meses de 29 dias, cinco de 30 dias e dos cuja duração varia de ano a ano.

O mês começa com a lua nova. O primeiro dia de chama Rosh Chodesh (chodesh = mês), e é especialmente celebrado nos serviços religiosos. Nos meses de 30 dias, o trigésimo é também considerado Rosh Chodesh abrange dois dias.

Os nomes dos doze meses são: Nissán, Iyár, Siván, Tamúz, Av, Elúl, Tishrê, Cheshván ou Marçoeshván, Quisslêv, Tevêt, Shevát, Adar. Quando o ano é de ibur, o décimo terceiro mês se chama Ve-Adár ou Adár Shení (Adár segundo).

Esta nomenclatura não aparece nos primeiros livros da Bíblia onde os meses são geralmente designados por seu número de ordem. Mas, nos últimos livros, alguns meses figuram já com seus nomes atuais de origem babilônica.

Os nomes dos meses recordam, com seu significado, a época do ano a que pertencem e o aspecto que apresenta então a natureza. Assim, Nissán, mês que cai na primavera, significa flor; Siván, esplendor; Tamúz, terra ressequida; Elúl, colheita.

Apesar de começar o ano civil em Nissán, o calendário hebraico se inicia em Tishrê, mês que marca o fim da colheita e o reinício dos trabalhos campestres.

Festa

Dias

Data cristã

Data Judaica

Rosh Hashanah

2

Setembro 07-08, 2002

Tishri 1, 5763

Yom Kipur

1

Setembro 15-16, 2002

Tishri 10, 5763

Sucot

6

Setembro 21-22, 2002

Tishri 15, 5763

Shemini Atzeret

1

Setembro 28, 2002

Tishri 22, 5763

Simchat Torah

1

Setembro 29, 2002

Tishri 23, 5763

Chanukah

8

Nov - Dez 30/11 -
07/12, 2002

Kislev 25, 5763

Tu B'Shevat

1

Janeiro 18, 2003

Shevat 15, 5763

Purim

1

Março 18, 2003

Adar II 14, 5763

Shushan Purim

1

Março 19, 2003

Adar II 15, 5763

Pessach

8

Abril 17-24, 2003

Nisan 15, 5763

Yom HaShoah

1

Abril 29, 2003

Nisan 27, 5763

Yom Hazikaron

1

Maio 06, 2003

Iyar 4, 5763

Yom Ha'Atzmaut

1

Maio 07, 2003

Iyar 5, 5762

Lag B'Omer

1

Abril 30, 2002

Iyar 18, 5762

Yom Yerushalayim

1

Maio 10, 2002

Iyar 28, 5762

Shavuot

2

Junho 17-18, 2002

Sivan 6, 5762

Festa de Tish'a B'Av

1

Julho 18, 2002

Av 9, 5762

 

A SEMANA

As semanas compõem-se de sete dias, sendo sábado o último, dia de repouso. É muito provável que, em épocas remotas, a semana haja tido mais importância que o mês como medida de tempo, visto que as fases da lua, que mudam a cada sete dias, proporcionavam um meio muito mais fácil e visível para tais efeitos.

 

OS DIAS

O israelita conta o dia desde um anoitecer até o anoitecer seguinte, baseando-se nas palavras da Bíblia: "E foi a tarde e a manhã o dia primeiro". (Gênesis, I, 5). Considera-se, pois, que o dia começa com o pôr do sol, no momento em que três estrelas médias se tornam visíveis, no céu.

Um fato digno de nota é que os dias, com exceção do sábado, carecem de nome em hebraico, e nos textos tradicionais aparecem designados simplesmente por seu número ordinal.

 

BREVE NOTÍCIA HISTÓRICA

Como nos demais povos, a base para a divisão do tempo tem sido entre os judeus a observação do céu e dos fenômenos naturais. O aparecimento do sol, as fases da lua, as chuvas, repetindo-se em períodos idênticos ou semelhantes em duração, serviram-lhes de guia para a contagem do tempo. Sendo, como foram a princípio, tribos nômades e agrícolas, toda a sua vida deve ter-se regido pela sucessão das estações, pelas chuvas, secas, etc.; e com o tempo deveram fixar, sem dúvida, os resultados de suas experiências anteriores, para que lhes servissem de referência em seus futuros trabalhos de lavoura.

O primeiro calendário hebraico de que se tem notícia é um bloco de argila, achado em escavações próximas à antiga cidade de Guézer, cujas inscrições são, provavelmente, obra de algum agricultor; delas pode ser decifrado o seguinte:

Mês de colheita de fruta.
Mês de semeadura.
Mês da segunda colheita de pasto.
Mês de colheita de linho.
Mês de colheita de cevada.
Mês de todas as outras coisas.
Mês de podar as vinhas.
Mês de colheita de figos.

O aparecimento da lua nova no céu mareava o principio do mês. Quando os hebreus se instalaram definitivamente, a anunciação do novo mês adquiriu todo o caráter de um ato oficial. Primitivamente a cargo de outras autoridades, essa tarefa coube mais tarde ao Sanedrin corpo consultivo que secundava o chefe do governo. Logo que surgia a silhueta da lua nova, dava-se por inaugurado o novo mês. A notícia se propalava pelas regiões mais afastadas mediante um sistema de tochas e fogueiras, acesas nos lugares mais altos da cidade para que pudessem ser percebidas nas localidades vizinhas. Até os judeus da Babilônia. eram assim informados do início do novo mês ou da data de uma festa. A países mais distantes, corno o Egito, enviavam-se mensageiros, mas como às vezes costumavam chegar com atraso apreciável, por causa das distâncias, nasceu o uso, que ainda se conserva, de celebrar celebrar durante dois dias certas festas, como Rósh ha-Shaná, Péssach ,etc

Quando se tornou urgente a necessidade de um calendário escrito, em virtude, sobretudo, da dispersão, alguns patriarcas começaram a elaborá-lo; mas foi Hilel, o Segundo, quem, nos anos 360-65 da era comum, lhe deu a forma definitiva, que tem hoje, fixando assim as normas até então transmitidas por tradição oral.

 

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