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SHEMA ISRAEL, ADONAI ELOHENU, ADONAI ECHAD! DEUT 6:4

 

Iremos Morar no Céu?

Parece um sonho imaginarmos atualmente um mundo de paz, justiça e amor, onde já não mais predomine a miséria, a fome, as epidemias, os vícios, as drogas, injustiças sociais, as guerras e os terríveis desastres naturais, como vulcões, enchentes, terremotos, etc.. Onde se possa conviver em paz com a natureza, sem os nocivos efeitos da poluição, que tão violentamente destroem nossas florestas, rios e mares! Como será maravilhoso vivermos a profecia de Isaías 11:5-6, que nos fala de uma era de paz, entre homens e mesmo entre os animais, de forma que um menino os poderá guiar. Os próprios animais ferozes de hoje, naquela era serão mansos e habitarão juntos.

Sim, prezado leitor, isto pode parecer uma utopia, mas na verdade será uma realidade em épocas vindouras. O profeta Daniel teve uma importante visão da história mundial, onde se lhe revelou os quatro grandes impérios mundiais, sob o comando de homens falíveis, e, finalmente, ao concluir o último reino subdividido em dez poderes, a instauração do Reino Milenial Messiânico, sob o governo do Rei, Messias e Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo. (Vide Daniel cap. 2)

Por que a Terra está assim?

O profeta Isaías nos diz: “Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos e quebram a aliança eterna. Por isso a maldição consome a terra, e os que habitam nela serão desolados; por isso serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão.” (Is. 24:5,6)

O próprio homem, livremente, escolheu e tem sustentado a decisão de viver afastado do conhecimento do verdadeiro Deus e de Sua Palavra, as Santas Escrituras. Tem preferido os errantes caminhos do pecado e as filosofias humanas, distanciando-se cada vez mais do Criador, conforme Isaías profetizou:

Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e vosso Deus; e os vossos pecados encobrem Seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is. 59:2).

O apóstolo Paulo nos fala dos que andam “...entenebrecidos no entendimento, separados na vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração.” (Ef. 4:18).

A desobediência e a indiferença no tocante às coisas de Deus, são as principais causas da decadência de nosso planeta, de forma que só uma intervenção divina pode realmente mudar o quadro atual.

Em que condições nos foi dada a Terra?

A Terra que hoje habitamos, mesmo que assolada por tudo o que o pecado produziu, ainda conserva muito de sua beleza original. Quando Deus a criou, no entanto, era um reino maravilhoso, um paraíso, bem distante do que é hoje. Há um dito popular, que os gostos não são iguais, e é verdade. No entanto perguntamos: Quem discordaria do gosto do próprio Deus? Ele é soberano e perfeito criador! Estamos seguros de que, tudo que for bom para Ele, é ótimo  para nós. Consideremos pois como Deus achou o planeta que criou para o homem:

 “...e viu Deus que era bom.” (Gn. 1:10).

Dia a dia, ao concluir Suas obras criativas, Deus se regozijava e achava tudo o que tinha feito, realmente bom. A luz, os céus (expansão), as águas, as plantas, os astros, os peixes, as aves, os animais e enfim, o homem; tudo o Senhor concluía que estava bom. Ousaria alguém discordar do Senhor? Por fim, com a criação do homem e tendo o Senhor lhe dado o domínio sobre todos os demais seres viventes, os animais em geral, nos relata o livro de Gênesis 1:31:

 “E viu Deus que tudo quanto tinha feito, e eis que era tudo muito bom.”

Sim leitor, muito bom! Assim era o mundo quando o Senhor o entregou, o deu ao homem “Os céus são os céus do Senhor, mas a Terra deu-a Ele aos filhos dos homens.” (Sl 115:16).

Era um jardim, um paraíso perfeito! Infelizmente o homem perdeu o domínio, entregando-o a lúcifer (Lc. 4:6). Deus estabeleceu a semana de sete dias, abençoando e santificando o sétimo e último dia, para repouso periódico do homem: o santo Sábado.

 “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a Sua obra...” (Gn. 2:3).

Tendo Deus santificado e especificado o dia que o homem deveria repousar na semana, recomendou-lhe que não se esquecesse, ordenando-lhe: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra... e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia de sábado, e o santificou.” (Ex. 20: 8-11)

E hoje? Estão os homens ainda respeitando esta ordem divina ou se esqueceram do dia de Deus?

Com a queda do homem e sua opção pelo pecado, maldições recaíram sobre os animais (inimizade), sobre a mulher (ampliada a dor de parto e sua sujeição total ao homem) e as pragas sobre a lavoura.
A pior das conseqüências foi a morte: física e espiritual. A morte representa o pior de todos os inimigos e  somente será destruída depois de se completar o Reino Milenar de Cristo, com o juízo final e a total purificação da Terra. Gn3:14-19; Rm 5:12 e ICor 15:26

 A única esperança de redenção para o homem e o planeta, foi a promessa de um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, semente da mulher, que em tempos vindouros salvaria, tanto o homem quanto a própria Terra, purificando e tornando-a como era originalmente.

 

O Milênio - Período de Transformação da Terra

Na segunda vinda de Cristo se dará a primeira ressurreição, quando todos os santos mortos desde o princípio do mundo, ressuscitarão incorruptíveis e os santos que estiverem vivos serão transformados também em imortais e incorruptíveis (1Ts. 4:13-18 e 1Co. 15: 51-54). Estes, após o arrebatamento, ou seja, o ajuntamento nas nuvens para o encontro ou recepção do Senhor Jesus nos ares, na condição de anjos, irão se assentar com Cristo em Seu Trono, isto é, irão reinar com o Senhor, como reis e sacerdotes sobre a Terra durante o Milênio.

Os santos governarão o restante das nações, sobreviventes à grande batalha final, que se dará na vinda do Senhor (Ap. 3:21; 2:26; 5:9-10 e 20:6; Dn 7:18, 27).

O Reino Milenar é, na realidade, um período de transição da Terra, do estado caótico em que se encontra, à condição paradisíaca do Éden que, como na criação, se caracterizará pela abundância de paz, justiça e amor. Um processo de eliminação de todos os inimigos e de tudo o que a contaminou ao longo dos séculos, se desenrolará durante todo o Milênio “Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo dos seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte.” (1Co. 15:25-26)

A restauração da Terra é prevista: “O qual convém que os céus contenha, até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio.” (At 3:21). E ainda: “...quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono...” (Mt. 19:28)

A batalha final, a terceira guerra mundial ou Armagedom, como se conhece, já é o início dos juízos de Deus, quando começarão a ser derrotados os inimigos de Deus: o extermínio dos governantes da Terra e seus exércitos, das nações (das quais poucos sobreviventes restarão, Isaías 24:6), o lançamento da Besta e do Falso Profeta no Lago de Fogo e a prisão de Satanás por mil anos.

 “E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e Ele as regerá com vara de ferro... E vi a besta e os reis da Terra e os seus exércitos reunidos para fazerem guerra Àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta... Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e os demais foram mortos... Vi descer do céu um anjo... Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos.”


O principal objetivo da prisão de Satanás, será para não enganar e perturbar as nações durante o Milênio; nações sobreviventes do Armagedom e suas gerações. Ele terá que, junto às suas hostes malignas, ficar inativo e preso, durante os mil anos: “...para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem.”

Ao final do Milênio, todavia, será solto por um pouco de tempo, e sairá a enganar as nações aqui formadas, que estão nos quatro cantos da Terra. (Ap. 19:5; 19:21; 20:1-10). Ver ainda Zc. 13:2.

 

Jesus Ocupa o Trono Prometido

Consideremos o Reino de Deus em três fases: a) Reino Espiritual da Graça, o atual, com Cristo reinando em nossos corações; b) Reino Milenar de Cristo, sobre a Terra, restauração ao paraíso edênico e; c) Reino Eternal, com a total renovação do planeta no fim do Milênio, a descida da Nova Jerusalém e a entrega do Reino ao Pai, por nosso Senhor Jesus Cristo. “Depois virá ao fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e a força... E quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas então o mesmo Filho se sujeitará Àquele que todas as coisas lhe sujeitou...” (1Co. 15:24-27)

O Trono de Davi e a promessa de um sucessor, Cristo, ao Trono e ao governo, foi resultado de um firme e inquebrantável pacto feito por Deus e Davi: “Porém a tua casa o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firmado para sempre.” Este pacto foi renovado com Salomão, seu filho. Vide 2Sm. 7:16; 1Cr. 22:8-10; 2Cr. 7:17-18. Note que Deus assumiu este compromisso!

A idéia de alguns, de que Jesus vai levar a Igreja para Céu e lá reinar, tende a anular as promessas divinas a Davi. Sabemos que Deus vai sustentar a aliança que fez, e nada, de forma alguma, mudará a Palavra do Senhor. Desta firme aliança, Ele mesmo diz: “Não quebrarei o Meu concerto, não alterarei o que saiu de meus lábios. Uma vez jurei por minha santidade, que não mentirei a Davi. A sua descendência durará para sempre, e o seu trono será como o sol perante mim. Será estabelecido para sempre como a lua; e a testemunha no céu é fiel.” (Sl. 89: 34-37).
Jeremias e Isaías falam deste reino: “Eis que vem dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e prosperará e praticará a justiça e o juízo na Terra. Porque brotará um rebento do tronco de Jessé... Do incremento deste principado e da paz não haverá fim sobre o trono de Davi e no seu reino...” (Jr. 23:5; Is. 11:1 e 9:7).
Deus ainda nos dá uma prova de veracidade e infalibilidade de Suas promessas ao afirmar: “Assim diz o Senhor: se puderes invalidar o Meu concerto do dia, e o Meu concerto da noite, de tal modo que não haja dia e noite a seu tempo, também se poderá invalidar o Meu concerto com Davi, meu servo, para que não tenha filho que reine no seu trono... Também rejeitarei a descendência de Jacó, e de Davi, Meu servo de modo que não tome da sua semente que domine sobre a semente de Abraão, Isaque e Jacó; porque removerei o seu cativeiro, e apiedar-me-ei deles” (Jr. 33:20,21,25 e 26).
Embora as profecias afirmem a conversão dos judeus na vinda do Senhor Jesus e a futura participação dos mesmos no Reino Milenar, há alguns que querem, por todas as maneiras, excluir a Israel das preciosas promessas anteriormente feitas por Deus. Persistem em afirmar que tais promessas estavam na dependência da obediência do povo de Israel, ou seja, que só participariam das mesmas, se fossem obedientes. Visto que já nos dias apostólicos os israelitas se endureceram e passaram a rejeitar a Palavra de Deus, muitos religiosos, desconhecendo as profecias, lançam Israel totalmente fora dos planos divinos. Todavia perguntamos: É isto realmente o que a Bíblia ensina? De forma alguma. Vejamos o que Paulo diz: “Porque não quero irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim, todo o Israel será salvo...” (Rm. 11:25).

 Fica claro, portanto, que na vinda do Senhor se encerra o tempo de salvação e a era dos gentios, e cessa o endurecimento de Israel, ocorrendo sua conversão, conforme relatam Zacarias 12:10; Ez. 36:24-28; Rm. 11:26-27 e Jer. 33:7-8.

A desobediência do povo de Israel lhe traria muitas conse-qüências, muitas punições, porém nada disso alteraria as promessas do reino:

A minha benignidade lhe guardarei para sempre. E o Meu concerto lhe será firme. E conservarei para sempre a sua descendência e o seu trono, como os dias do céu. Se os seus filhos deixarem a minha lei, e não andarem nos Meus juízos, se profanarem os Meus preceitos, e não guardarem os Meus mandamentos, então visitarei com vara a sua transgressão, e a sua iniquidade com açoites. Mas não retirarei totalmente dele a minha benignidade, nem faltarei a minha fidelidade. Não quebrarei o Meu concerto... não mentirei a Davi” (Sl. 89:28-35).

O Senhor jurou a Davi com verdade, e não se desviará dela; do fruto do teu ventre porei sobre o teu trono” (Sl. 132:11).

O apóstolo Pedro confirmou: “...seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi,... sendo pois ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento, que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono.” (At. 2:29-30).

Já temos visto, com fartas provas, que Jesus é o Rei, que vai se assentar no Trono de Davi. O anjo confirmou à Maria:

 “...este será grande, e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. E reinará eternamente na casa de Jacó, e o Seu reino não terá fim.” (Lc. 1:31-33).

Assim que, baseados nas profecias, os apóstolos estavam seguros do estabelecimento do Reino na Terra e desconheciam totalmente esta teoria enganosa de que os fiéis iriam para o Céu. Os textos de Lc. 19:11-12; Jo. 6:14-15 e At. 1:6-8 provam que eles esperavam uma implantação imediata do reino de Cristo na Terra. Todavia era mister que, por meio da pregação do Evangelho do Reino até os confins da Terra, as bases do Reino se expandissem por todo o planeta, e assim o Reino teria caráter mundial, e não somente local ou regional.

As profecias falam que o reino seria de uma à outra extremidade da Terra. (Dn. 2:35-44; Sl. 72:8; Mt. 24:14)

Jesus ascendeu aos Céus para tomar posse deste Reino e voltará para se assentar no Seu próprio trono, o trono de Sua glória. (Dn. 7:13-14; Lc. 19:11-12):

E quando o Filho do homem vier em Sua glória, e todos os santos anjos com Ele, então se assentará no trono de Sua glória” (Mt. 25:31). Jesus hoje está assentado no trono do Pai (Ap. 3:21).

Cumprindo-se o mistério de Deus, anunciado aos santos profetas (Ap. 10:7), os reinos terrenos Lhe serão entregues, na batalha final:

 “E tocou o sétimo anjo a sua trombeta e houve vozes no céu que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e de Seu Cristo, e Ele reinará para todo sempre... e iraram-se as nações...” (Ap. 11:15-18)

É tempo de juízo, de punir os que destruíram a Terra; tempo de arrancar o joio, ou seja, de desarraigar os ímpios da Terra e de recompensar os servos de Deus: “Mandará o Filho do homem e os Seus anjos, e eles colherão do Seu reino, tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade.” (Mt. 13:41).

Desta destruição final, restarão poucos homens das nações, além dos remanescentes convertidos de Israel:

Por isso a maldição consome a terra; e os que habitam nela serão desolados; por isso serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão. E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vierem contra Jerusalém... Então saberão as nações, que ficarem de resto, em redor de vós...” (Is. 24:5; Zc. 14:16; Ez. 36:36).

Com satanás e suas hostes desativados e presos, desaparece todo o engano religioso, cessam todos os conflitos e, finalmente, reina a paz e a justiça na Terra.

E julgará entre muitos povos... e converterão suas espadas em enxadas, e suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra a outra nação, nem aprenderão mais a guerra.” (Mq. 4:1-2; Is. 2:2-4).

Os remanescentes de Israel, exercerão trabalho missionário entre as nações que se formarem no Milênio, enquanto que os salvos, ou seja, a Igreja de Deus e todos os santos, estarão como reis e sacerdotes, governando, com Cristo as nações. (Zc. 8:20-23; Ap. 2:26-27; 5:9-10).

No final dos mil anos de paz, Satanás será solto por um pouco de tempo; sairá a enganar os povos mas fogo do céu os consumirá. O arquiinimigo será igualmente lançado no Lago de Fogo. Então, se dará a segunda ressurreição e os mortos serão julgados diante do grande trono branco. Condenados no juízo final, serão lançados no Lago de Fogo.

Finalmente a própria morte, o último inimigo, será também lançada no Lago de Fogo e assim chegamos ao fim de tudo aquilo que profanava a Terra. Sim, todos os inimigos estão vencidos; é o momento da entrega do reino ao Pai. Estamos no Novo Céu e na Nova Terra. A santa cidade, a Nova Jerusalém desce então dos Céus; a morada de Deus com os homens. É vindo o Reino Eternal! (Ap. 20:7-15; 21:1-5)

Sim amigo, esta é a pura verdade sobre o Reino de Deus. Não existe um tempo de morada nos Céus! O Milênio é o próximo reino mundial. A Bíblia diz que o Céu é o trono de Deus e que a Terra sim, é que nos foi dada: Os ímpios não permanecerão na Terra, mas os justos dela não serão  removidos. (Sl 37; Pv. 2:21-22; At. 7:49; Sl. 115:16).

 

Agora reveja o assunto lendo os estudos a seguir:

 

A Parábola do Trigo e do Joio

 

INTRODUÇÃO DA LIÇÃO

Ao criar nosso planeta, o plano original de Deus determinava que este fosse habitado por homens que O servissem.

Os animais vieram para complementar a alegria dos homens e viverem em plena harmonia. A rebelião de lúcifer veio a transtornar, ainda que transitoriamente, a paz aqui reinante.

Como tudo tem um tempo, nestes seis mil anos de história o efeito do pecado tem trazido muito sofrimento a todos os habitantes da Terra, mas em breve tudo estará em seus devidos lugares e funcionando exatamente conforme o projeto original de nosso sábio Criador.

Nada irá alterar a vontade de Deus e o mal ficará para trás.

 

QUESTIONÁRIO

 

1. De acordo com a exposição de Jesus, na parábola, para que tipo de semente foi preparado o campo e que aconteceu quando esta cresceu e frutificou?

O campo foi trabalhado para receber o trigo e não o joio, todavia este apareceu mais tarde (Mt 13:24-26).

 

2. Como reagiram os servos do Pai de família, diante do surgimento do joio e quem semeou esta má semente?

Os servos do Pai de família, ao constatarem o joio no meio do trigo, quiseram arrancá-lo, todavia foram aconselhados, para não prejudicar o trigo, a aguardar o tempo da colheita (Mt 13:30).

 

3. De acordo com a orientação do Senhor, como se processará a colheita fina)?

Os ceifeiros devem colher primeiro o joio, atá-lo em molhos para o queimar e depois sim, ajuntar o trigo no celeiro (Mt 13:30).

 

4. Qual é a real interpretação da parábola? Que definições você conhece e por que muitos não conseguem entendê-la?

O entendimento da Palavra de Deus é reservado aos que verdadeiramente são sinceros. Não está ao alcance de todos (Mt 13:11-15; Pv 2:6,7). A razão dos religiosos não darem a verdadeira explicação é porque eles não a aceitam como é, e assim ficam sem chance da revelação do Espírito.

Esta parábola é mui profunda em seus objetivos e responde a muitas de nossas indagações, revelando os planos de Deus para o planeta e à humanidade:

 

a) Vs. 24 e 37: A pessoa que semeou a boa semente é o Filho do homem, ou seja, Jesus. Ele é a Palavra, o verbo. (Jo 1:1,3,10; Sl 33:6; Cl 1:16; Hb 1:2; 11:3)

 

b) Vs. 25-28, 38, 39: O campo: É o mundo, a Terra. Os homens dormiram:

Houve um tempo em que Lúcifer tratou de promover sua rebelião e conseguiu seduzir uma parte dos anjos.

Aqui na Terra o homem não vigiou e pecou, desobedecendo a ordem divina (Gn 3:1-6).

A boa semente, o trigo: representa os filhos do reino, os justos. O joio: Os filhos do maligno, os ímpios. O inimigo que semeou o joio: E o diabo que, fazendo o homem pecar, deu origem aos pecadores e ímpios (Rm 5:12).

Deus providenciou a salvação, todavia, nem todos a receberam. O Pai de família: Deus. Os servos do Pai de família, que quiseram arrancar o joio: os anjos de Deus.

 

c) Vs. 29,30,40-43: Ceifa. tempo para arrancar o joio: Deus não permitiu que os anjos arrancassem os ímpios da face da Terra, pois poderiam prejudicar aos filhos do reino com tal destruição, e ademais, o campo não estava pronto para a colheita. Ficou claro que a Terra não é o lugar de habitação dos ímpios. A ceifa deve se dar no fim do mundo.

Os ceifeiros: são os anjos que serão enviados por Jesus (Mt 24:31; 13:41,49, 50) para arrancar o joio do campo, isto é, para destruir os ímpios, queimando­os no fogo do Armagedom.

O campo é o reino de Cristo: Com a colheita do joio (destruição dos ímpios) a terra estará limpa . Os poucos sobreviventes dentre as nações e os judeus remanescentes, servirão ao Senhor e darão continuidade à espécie humana e aos povos.

Isto prova definitivamente que aqui é o Reino de Cristo e que, portanto, aqui está o Seu trono.

 

5. Na vinda de Jesus, os anjos virão na frente para uma dupla missão:

Separar e destruir os ímpios (tirando-os do Seu Reino) e ajuntar o trigo (os filhos do reino) no celeiro. Em que ordem se darão estes eventos?

Diferentemente do que se tem pregado, os santos não serão removidos da Terra, mas estarão divinamente protegidos e verão a destruição dos ímpios. Na sequência, ou durante a destruição, aí sim, se dará o arrebatamento, quando os santos serão reunidos nas nuvens para recepcionar o Senhor que vem estabelecer o Seu Reino terreal.

Numa grande lavoura, o celeiro não fica longe da plantação, mas num lugar dentro da propriedade. Os santos, reunidos nos ares, não irão para o Céu; descerão com Cristo, na Palestina, para a entronização e o reino do Messias e permanecerão na Terra.

 

6. A que conclusão chegamos com a explicação da parábola?

A Terra é o Reino de Jesus e está ocupada pelos filhos do reino (os santos) e os filhos do maligno (os ímpios).

Os anjos, ao virem o estrago causado pelo pecado, quiseram vir e destruir os ímpios, mas Deus mandou que esperassem o tempo da colheita, ou seja, a consumação dos séculos. A terra, portanto, é o lar dos santos e não o lugar dos ímpios .

Estes serão desarraigados (Pv 2:21,22; Sl 11 :6). Os justos não serão removidos do planeta. Os anjos, como águias, consumirão a todos os causadores de escândalo e de iniquidade que estão atualmente contaminando o Reino.

Finalmente, os reinos serão entregues ao Messias e Ele ocupará Seu trono.

A Terra e a obra da criação de Deus seguirão, conforme os Seus planos.

Respondeu-lhes ele: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. Mateus 15:13

 

Quem Será Levado?

Com a febre do rapto secreto implantada a partir do início do século 19, a idéia de um estágio no Céu assumiu grandes proporções,  a ponto de, com raras exceções, todos os cristãos acreditarem em uma vida celestial. Quem vai querer ficar aqui nesta terra? É uma das muitas perguntas, cuja resposta é sempre negativa.

Ninguém está interessado em ficar na Terra. De onde, no entanto, surgiu a doutrina de que o homem que servir a Deus, vai para o Céu? É, quando Jesus vier, um será levado e outro deixado: quem é quem nesta história?

QUESTIONÁRIO

1. Os discípulos de Jesus tinham a fé de uma morada no Céu?

Os judeus, em geral, esperavam a vinda do Messias, que os livrasse de seus inimigos e assumisse o trono em Jerusalém (Lc 19:11,12; 24:21; 1:69-71; Jo 6:15; At 1:6-8). Em nenhum momento pensavam em um reino no Céu; esta idéia era tão estranha à eles que quando, por diversas vezes, Jesus preanunciava a Sua morte, não entendiam o que Ele queria dizer... Hoje, nós, com nossas mentes pré-concebidas, ao lermos tais passagens, pensamos, cá com os nossos botões: Como são ingênuos!!! Observe as questões a seguir:

 

2. Ao informar aos judeus incrédulos da Sua ida para um lugar onde não poderiam seguí-Lo, a que conclusão chegaram?

Isto os intrigou e perguntaram entre si: " ... Para onde irá este, que o não acharemos? Irá porventura para os dispersos entre os gregos?" Ver João 7:33-36. Numa outra abordagem Jesus repetiu-lhes o assunto (Jo 8:21-23) e desta vez, pensaram que Ele queria se matar. Jesus, porém disse-lhes: "Vós sois de baixo ... "

 

3. Aos judeus incrédulos, era-lhes impossível seguir Jesus ao Céu. Será que a situação com os apóstolos era diferente?

Igualmente, os discípulos desconheciam a possibilidade de uma ida ao Céu e quando Jesus repetiu-lhes a mesma palavra, ou seja, que não podiam segui-Lo, ficaram imaginando coisas.

Pedro intrigado indaga: "Senhor; para onde vais?". Eles não faziam a menor idéia; nem sequer cogitavam em numa ida aos Céus! (Jo 13:33-38). A tristeza que abateu os discípulos, portanto, não era por não poderem ir ao Céu, mas por terem que se separar da companhia de Jesus.

Pedro estava disposto até a morrer, para que isto não acontecesse!

 

4. Para confortar Seus servos e conscientizá-los de que a separação era uma condição necessária e provisória, que lhes prometeu o Mestre?

Preparar-lhes lugar e depois voltar para estar com eles (uma analogia ao sistema judaico de casamento onde o noivo contraia s núpcias e volta para a casa dos seus pais, prepara-se para assumir uma vida à dois e então volta para a sua noiva). Durante este período, eles seriam confortados pela presença do espírito Santo (presença espiritual de Jesus) e se ocupariam em testemunhar do Evangelho do Reino para todas ,as nações, até a implantação do Reino - presença física de Jesus (Jo 14:3, 16-18; At 1:6-8).

A cidade celestial (com os seus "lugares") virá para cá, depois do Milênio e da restauração da Terra (Ap 21: 1-4). Aí sim, DEUS habitará com os homens...

OBS: Os que crêem em um estágio nos céus não conseguem explicar Apoc 21:1-3 que diz que SÓ então DEUS vem habitar com os homens.. Quer dizer que todo o tempo (sete anos ou mil anos) que estiveram nos céus não desfrutaram da presença de DEUS?

 

5. Tem sido dito aos crentes que muitos ficarão aqui na vinda de Jesus e que isto não é bom. Que passagens são usadas para se provar isto?

Mateus 24:40, 41 e Lucas 17:34-36. Os textos falam que, nesta ocasião, uns serão levados e outros deixados.

 

6. De acordo com a Hermenêutica, o que somos recomendados a fazer ao estudarmos a Palavra? Que importante revelação Jesus deixou-nos?

Embora os teólogos sejam unânimes em dizer que não se pode isolar um verso do contexto e forçá-lo a dizer outra coisa, esta prática é muito comum, até entre os que ensinam isto...

O capítulo 14 de João, é um exemplo usado e mal interpretado. Na frase que diz " ... Na casa de Meu Pai há muitas moradas; vou preparar-vos lugar. .. " ignoram que todo o contexto, desde o final do capítulo 13, trata de uma separação e da tristeza dos discípulos e não de uma ida aos Céus.

OBS: Realmente na casa do Pai do nosso Senhor, existem muitas moradas e quando a Terra estiver completamente livre da ação do pecado - após o milênio terreal - estas moradas serão o nosso galardão pois eles virão até nós para substituir a Jerusalém terrena.

Analisando fielmente Mateus 24:38-41, vamos constatar que Jesus não disse que os justos serão levados da terra. Muito pelo contrário; Ele afirmou que, como foi nos dias de Noé, será também na Sua vinda. Nos dias de Noé, quem foi levado?

Quem foi levado ou destruído pelas águas do dilúvio? O justo ou o ímpio?

Se nós concordarmos com Jesus, vamos entender que os ímpios é que serão levados ou destruídos! Os justos ficam!

 

7. Em se tratando dos salvos, dos justos, as Escrituras mencionam que estes serão retirados da terra? Quem será desarraigado daqui?

Vários textos bíblicos alertam-nos de que os ímpios serão desarraigados da Terra (Sl 52:5,6; 10:16-18; 37:9,10, 20,35,36,39,40) mas, os santos aqui permanecerão (Pv 2:21,22; Sl 91:7- 10).

Está correto, pois nós somos os filhos do reino e o reino é nosso. Quem tem que sair daqui é o joio, que não é planta de Deus; esta tem de ser arrancada:

"Ele, porém, respondendo, disse: Toda a planta que meu Pai celestial não plantou, será arrancada." (Mt 15:13).

Deus deu a Terra aos filhos dos homens e não o Céu, pois este é o Seu trono (Sl 115: 15,16; Mt 5:5; At 7:49).

 

8. Sabemos que da destruição advinda do Armagedom, juízo de Deus sobre reis e nações, poucos homens restarão (ls 24:6). O que ocorrerá aos demais?

Na parábola do trigo e do joio, este tempo foi chamado de ceifa (Mt 13:30).

É o grande momento de separar-se o joio do trigo; os filhos do maligno, dos filhos do Reino.

Este trabalho compete aos anjos do Senhor, que virão na frente e alcançarão, como águias, os ímpios (Mt 13:40-42, 49, 50; 24:28; Lc 17:37). Estes serão colhidos, juntados em molhos, queimados e destruídos.

OBS: Isto acontece para dar fim ao Armagedom e preparar a Volta de Jesus!

Na sequência o trigo, os salvos ressuscitados e os vivos transformados, serão juntados pelos anjos nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares e serem levados até Jerusalém, em Israel – a Terra Prometida! (Mt 24: 31; I Ts 4: 17).

Conclusão: Em quem crer: Em Jesus e nas Escrituras, que provam aqui ser a habitação dos justos ou no pensamento pagão e gentio que promete o Céu de Deus aos seus adeptos? Alinhe-se à fé dos apóstolos e profetas e saia da Babilônia!

OBS: Mateus 25 fala-nos do julgamento dos homens santos e dos ímpios. Ao primeiro (nós) lemos:

34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Aqui não diz que o Reino é nos Céus! Já para o segundo grupo (eles), também lemos:

41 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos; Também não diz que este fogo fica no Inferno! Quanto à palavra eterno, convém lembrar que aqui apenas temos uma referencia de procedência - procede do Eterno (Judas 7). E complementa:

46 E irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna. Amém!

E então, ainda quer ser levado?

 

O Reino Messiânico

A maior ansiedade dos religiosos, ou pelo menos da grande maioria, é um dia ser trasladado ao Céu, onde Deus habita e tem Seu trono, e lá passar algum tempo ou mesmo a eternidade.

Seria isto possível? Haveria algum respaldo bíblico a sustentar esta teoria?

Muitos acham que sim, e valem-se de certas passagens bíblicas para se apoiarem. No entanto,. é mister que se examine tais textos com muito temor e cuidado. Não se toma um versículo isolado de seu contexto.

A interpretação correta das Escrituras é aquela em que os versículos harmonizam-se com a inspiração de todo o capítulo ou assunto tratado.

 

ATIVANDO NOSSA MEMÓRIA

De onde, na verdade, procede a idéia de morar por algum tempo ou eternamente no Céu, já que isto não vem dos santos apóstolos e profetas?

A história fala-nos dos homens, denominados filósofos, que criaram ou introduziram na religião romana papal, a idéia de se morar no Céu. O povo de Israel nunca creu nisto.

Bertrand Russel em "História da Filosofia Ocidental" diz: "O Deão Inge*, em seu valioso livro sobre Plotino, ressalta acertadamente, o que o cristianismo lhe deve. O platonismo - diz ele - é parte da estrutura vital da teologia cristã, com a qual nenhuma outra filosofia, ouso dizê-lo, poderia funcionar sem atritos. Há, diz, uma extrema impossibilidade de extirpar-se o platonismo do cristianismo, sem o que o cristianismo se faça em pedaços". Assinala que Santo Agostinho refere-se ao sistema de Platão como o "mais puro e brilhante de toda a filosofia".

*Santo Agostinho é tido como um dos maiores mestres da religião papal.

Recomendamos que se pesquise o assunto de morada no Céu e imortalidade da alma em obras que versem sobre as idéias dos antigos filósofos gregos.

Muitas surpresas advirão!

 

QUESTIONÁRIO

1. Qual era a esperança de Israel e dos apóstolos quanto à vinda do Messias?

Em nenhum momento os apóstolos e demais israelitas manifestaram crença em um reino ou morada no Céu com o Messias:

Lucas 1:67-75 - Uma libertação literal dos inimigos e uma era de paz.

Lucas 24:21 - Desapontados, pois esperavam já o reino messiânico.

Lucas 19: 11; João 6:14 - Achavam que o reino seria implantado imediatamente.

Atos 1:6-8 - Jesus declara a missão da Igreja, antes de estabelecer o Reino.

 

2. Podemos encontrar nas Escrituras, vestígios da intenção de morar ou alcançar o Céu?

A primeira intenção de que temos notícia, foi a dos seguidores de Ninrode, em Babei, na terra de Sinear (Região entre os rios Tigre e Eufrates mais tarde denominada Babilônia).

Eles elaboraram um projeto de edificar uma cidade com uma torre que tocasse os céus. Deus não aprovou tal arrogância e confundiu-lhes as línguas, paralisando a obra (Gn 10:8-10; 11: 1-8).

Tal qual a idolatria e seu culto ao deus-­sol, a teoria de uma ida ao Céu, também tem suas raízes na Babilônia.

 

3. Que personagem planejava não só subir ao Céu, bem como lá estabelecer seu trono e tornar-se semelhante ao Deus Altíssimo?

Satanás teve este plano e daí pode ter saído a inspiração para os pagãos inventarem uma recompensa totalmente estranha às promessas das Escrituras (Is 14: 13,14).

 

4. Que lugar, segundo as Escrituras, é destinado aos homens justos?

Os mansos herdarão a Terra e os ímpios dela serão desarraigados (Mt 5:5; SI 37:3, 9-11, 18-20, 22, 29, 34; 10: 16; 52:5; Pv 2:21,22; 10:30).

Na vinda de Jesus, os habitantes dentre os homens que sobreviverem à grande destruição, converter-se-ão e buscarão ao Senhor. As promessas a Abraão implicam num reino aqui na terra (Rm 4:13; Gn 12:1-3,7; 13:14-17) e é isto que os gentios convertidos, igualmente herdarão (Gl 3:29).

 

5. Afinal, o que vem a ser o Céu?

O Céu é o trono de Deus (At 7:49; ls 66: I; Sl 11:4; He 2:20). Jesus o confirma, proibindo o juramento (Mt 5:34,35) e revelando, inclusive, que Jerusalém terrena é a cidade do grande Rei. Vemos aí a arrogância dos homens!

 

6. Não disse Jesus em João 14:2,3 que, na Casa do Pai havia muitas moradas, e que os salvos seriam trasladados para lá?

Na verdade, Jesus disse que na Casa do Pai havia sim, muitas moradas e que Ele tinha que lá comparecer, mas não disse que iríamos para lá para recebê-las. Se nós entendemos que estas moradas referem-se à santa Jerusalém Celestial, convém examinar  Apocalipse 21:1-4.

Aqui constatamos que esta cidade vai descer do Céu depois do Milênio, depois que a Terra estiver totalmente renovada.

Notaremos, inclusive, que nela não há homens. Sim, depois que descer é que será a habitação de Deus com os homens.

João 14, na verdade, é uma continuação do capítulo 13, onde Jesus dialogava com os Seus discípulos sobre Sua separação deles. Este diálogo os entristeceu e Jesus alentava-os, instando-os a seguirem firmes; que não estariam órfãos e que Ele voltaria para estar novamente com eles.

Eles não sabiam sequer para onde Jesus ia. Como poderiam então ter uma crença de uma morada no Céu?

 

7. Como compreender as passagens, que parecem dizer que o Céu é o lar dos remidos?

Notem que todas as passagens que falam de uma cidade, pátria nos Céus, não dizem que vamos habitar lá. Esta cidade vem para cá. Lembre-se que o Céu é o trono de Deus. Reino dos céus está correto e é diferente de Reino nos céus.

Repetimos: a Nova Jerusalém só vai abrir suas portas e ser habitada pelos homens, depois do Milênio, quando ela vier para a Terra e Jesus entregar o planeta totalmente purificado ao Pai (I Co 15: 24-28; Ap 21:1).

OBS: Esta expressão "o Reino dos Céus" só é encontrada no livro de Mateus (cerca de 32 vezes) e jamais ele cita: Reino nos Céus...

Amém!

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